Mundo Markus avaliando a sociedade moderna


Sexta-feira , 11 de Fevereiro de 2005


A história de uma gata

Cheguei à conclusão de que minha família é notória nos erros de identificação de sexo dos gatos. Tempos atrás postei aqui a história do gato Blue, que inicialmente achávamos que era gata, e até injeção anti-concepcional chegamos aplicar no coitado. Passado o tempo, o Blue faleceu(não devido ao anti-concepcional, é claro), e foi desta para melhor.

Como diz a lenda que quando um gato desaparece de casa, outro aparece em condições misteriosas, minha irmã novamente apareceu com outra gata, inicialmente batizada de Milú. Depois de um tempo, achamos que a Milú seria uma ótima companhia para nossa mãe, e lá se foi a gata de mudança pra outra casa.

No mesmo final de semana, nos colocamos a analisar mais atenciosamente os detalhes morfológicos do bichano, e acabamos descobrindo de que novamente não era uma gata, mas sim um gato. Pronto, mais uma vez um erro básico quase estraga a vida do pobre animalzinho. Estreiou em nossa família, o Bilú. Já aplicamos diversas variações do nome do gato, desde Bilúcio, Biluzete, Francisquinho, etc, mas enfim, o bichano continua lá invicto, ocupando posição de destaque entre os animais de estimação da família, mordendo todas as mãos que ele encontra desatentas e marcando nossas peles com os arranhões caracteristicos dos gatinhos.

Publico foto no meliante, em momento de descontração e sonolência. Como é possível observar, o bocejo naquele momento foi intenso quase separando as mandíbulas. Repare também que ninguém está pisando no rabo do gato.

Escrito por Markus às 10h25 AM
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Quinta-feira , 10 de Fevereiro de 2005


Historias de infância

Estive recentemente lendo histórias infantis e achei esta aqui que vem do folclore alemão.


A Senhora Holle

Uma viúva tinha duas filhas, das quais a primeira era formosa e trabalhadeira e a outra era feia e preguiçosa. Por ser sua filha legítima, a feia e preguiçosa era muito mais querida, e a outra tinha que fazer todo o trabalho e era tida como a gata-borralheira da casa, por ter que fazer, também, os serviços mais grosseiros de limpeza e higiene da casa. A pobre menina tinha que ficar diariamente à beira de um poço, ao longo da rua, e trabalhar como fiandeira, até que saltasse sangue dos seus dedos.

Certa vez aconteceu que o carretel do tear estava todo ensangüentado e, então, ela agachou-se com ele à beira do poço querendo lavá-lo, mas, ele saltou das suas mãos e caiu dentro do poço. Ela chorou, correu à madrasta e contou-lhe o acidente. Esta, porém, repreendeu-a severamente e foi muito impiedosa com ela, dizendo:

"Deixou afundar o carretel, pois bem, traga-o de volta para cima."

Então, a menina voltou ao poço e, naquela sua aflição, sem saber o que estava fazendo, saltou para dentro do poço para recuperar o carretel. Ela perdeu a consciência e, quando despertou novamente, deu conta de que estava em um prado muito bonito, onde o sol brilhava e milhares de flores se abriam.

Ela caminhou pelo prado a fora, até que chegou a um forno que estava repleto de pães; porém, um pão muito quente apelou:

"Oh, tire-me, tire-me, caso contrário, eu me queimo: já faz tempo que estou sendo assado".

Ela foi até lá e tirou todos os pães do forno, um atrás do outro, usando o extrator. Seguindo seu caminho, ela chegou a uma árvore carregada de maçãs, que lhe pediram:

"Oh, balance-nos, balance-nos, nós somos maçãs e já estamos todas maduras."

Então, ela sacudiu as galhadas para que as maçãs caíssem, e de modo que nenhuma delas ficasse dependurada; e quando todas já tinham caído, formando uma pilha, ela continuou seu caminho. Finalmente, ela chegou a uma pequena casa, e viu que lá havia uma velha senhora, porém, de dentes tão grandes que ela ficou com medo, e quis correr. Porém, a velha disse-lhe:

"Por quê você está com medo, adorável criança? Fique comigo. Se você fizer todo o trabalho de arrumação da casa, então, você será bem recompensada. Apenas, cuide bem da minha cama, deixando-a bem fofa, tal como as plumas voam e os flocos de neve caem na terra; eu sou a Senhora Holle".

Como a velhinha cativou-a com sua fala, a menina perdeu seu medo, consentiu e assumiu o serviço. Ela fazia de tudo para satisfazê-la e arrumava sua cama caprichosamente, tal como as plumas e os flocos de neve bailam no ar; por isso, elas tinham uma boa convivência, nenhuma palavra áspera e, todos os dias, cozidos e assados. Depois de muito tempo que já estava com a Senhora Holle, ela começou a ficar triste e não sabia por quê; finalmente, ela notou que estava com saudade de casa; apesar de estar sendo bem melhor tratada ali do que em sua casa, ela desejou estar lá. Finalmente, disse-lhe:

"Lamento ter que voltar para casa, por melhor tratada que eu esteja sendo aqui, não posso ficar por mais tempo. Devo voltar para minha casa."

Dona Holle disse-lhe:

"Agrada-me saber que você deseja voltar para casa, e como você mostrou-se tão fiel para comigo, quero acompanhá-la até lá fora."

Ela tomou-a pela mão e conduziu-a até à frente de um grande portão. O portão se abriu e quando a menina estava passando por ele, caiu uma imensa chuva de ouro e todo o ouro foi se grudando nela, até que ela ficou completamente coberta por ele.

"É todo seu, pois você foi muito dedicada."

Disse-lhe dona Holle, e deu-lhe, também, o carretel que ela havia deixado cair no poço. Em seguida, o portão se fechou e a menina viu-se de novo no seu mundo, não muito longe da casa de sua madrasta. E, quando ela chegou em casa, havia um galo perto do poço, que cacarejou:

"Co-co-rio-có! Nossa moça de ouro está de novo em redor."

Então, ela foi direto a sua mãe e, como chegou coberta de ouro, foi muito bem recebida por ela e por sua irmã de criação. A menina contou tudo que tinha lhe acontecido e quando a mãe ouviu como a menina chegou com tanta riqueza, ela desejou que a outra filha, feia e preguiçosa, tivesse a mesma sorte grande. Ela teve que sentar-se à beira do poço e trabalhar com o tear. E, para que o carretel ficasse
ensangüentado, ela teve que picar os seus dedos ralando a mão nos espinhos de uma roseira. Em seguida, ela jogou o carretel no poço e saltou para dentro dele.

Ela chegou, como a outra, ao belo prado e seguiu o mesmo caminho. Quando ela alcançou o forno, o pão gritou novamente:

"Oh, tire-me daqui, tire-me daqui, caso contrário, vou me queimar. Já faz tempo que estou sendo assado."

A preguiçosa, porém, respondeu:

"Para isso eu teria que ter o prazer de me sujar todinha."

E se mandou. Logo ela chegou à macieira, da qual ouviu:

"Oh, balance-nos, balance-nos, nós somos maçãs e já estamos todas maduras."

Ela respondeu, porém:

"Você há de concordar comigo: uma destas poderia cair bem na minha cabeça."

E seguiu seu caminho. Quando ela deparou-se com a casa da Sra. Holle, ela não teve nenhum medo, pois, ela já tinha ouvido falar dos seus grandes dentes e, imediatamente, empregou-se com ela. No primeiro dia, ela esforçou-se diligentemente e fez tudo que a Sra. Holle lhe pediu, pensando no ouro com que ela lhe presentearia. No segundo dia, porém,ela já começou a vadiar, no terceiro dia mais ainda, pois, de manhã nem queria se levantar. Também, não arrumou a cama para a Senhora Holle como devia, e não a deixou fofa como as plumas voam. A senhora Holle cansou-se logo dela e dispensou-a. A preguiçosa estava muito satisfeita e achou que já era tempo de chover ouro.

A senhora Holle acompanhou-a até o portão, mas, quando ela passou por ele, em lugar de ouro, jorrou sobre ela somente piche de um grande caldeirão.

"Esta é a recompensa pelos seus serviços!"

Disse a Senhora Holle e fechou o portão. Então, a preguiçosa chegou em casa; porém, ela estava inteiramente coberta de piche, e o galo cantou lá do poço:

"Co-co-rio-có! Nossa moça voltou, suja de dar dó!"

E o piche ficou nela agarrado e, enquanto ela viveu, não quis dela mais desgrudar.


Escrito por Markus às 11h42 PM
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Acuidade Visual

Se vc olhar fixamente na imagem durante alguns segundos, poderá perceber uma girafa. Vamos ver se voce consegue?

Escrito por Markus às 03h01 PM
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