Mundo Markus avaliando a sociedade moderna


Sexta-feira , 18 de Março de 2005


A cigarra e as formigas 1

I – A FORMIGA BOA

 

Houve uma jovem cigarra que tinha o costume de chiar ao pé de um formigueiro. Só parava, quando cansadinha: e seu divertimento era observar as formigas na eterna faina de abastecer as tulhas.

Mas o bom tempo, afinal, passou e vieram as chuvas. Os animais todos, arrepiados, passavam o dia cochilando nas tocas.

A pobre cigarra, sem abrigo em seu galhinho seco, e metida em grandes apuros, deliberou socorrer-se de alguém.

Manquitolando, com uma sas a arrastar, lá se dirigiu para o formigueiro. Bateu – tique, tique, tique...

Aparece uma formiga friorenta, embrulhada num xalinho de paina.

_ que quer? – perguntou examinando a triste mendiga suja de lama e a tossir.

_ Venho em busca de agasalho. O mau tempo não cessa e eu...

A formiga olhou-a de alto a baixo.

_ que fez durante o bom tempo, que não construiu sua casa?

A pobre cigarra, toda tremendo, respondeu depois de um acesso de tosse:

_ Eu cantava, bem sabe...

_ Ah!... exclamou a formiga recordando-se. _ Era você então que cantava nessa árvore enquanto nós trabalhávamos para encher as tulhas?

_ Isso mesmo, era eu...

_Pois entre amiguinha! Nunca poderemos esquecer as boas horas que sua cantoria nos proporcionou. Aquele chiado nos distraía e aliviava o trabalho. Dizíamos sempre: que felicidade ter como vizinha tão gentil cantora! Entre amiga, que aqui terá cama e mesa durante o mau tempo.

A cigarra entrou, sarou da tosse e voltou a ser a alegre cantora dos dias de sol.

Escrito por Markus às 01h27 AM
[ ] [ envie esta mensagem ]

A cigarra e as formigas 2

II – A FORMIGA MÁ

 

Já houve, entretanto, uma formiga má que não soube compreender a cigarra e com dureza a repeliu de sua porta.

Foi isso na Europa, em pleno inverno quando a neve recobria sem parar o estio inteiro, e o inverno veio encontrá-la desprovida de tudo, sem casa onde abrigar-se, nem folhinha que comesse.

Desesperada, bateu à porta da formiga e implorou _ emprestado, notem! _ uns miseráveis restos de comida. Pagaria com juros altos aquela comida de empréstimo, logo que o tempo permitisse.

Mas a formiga era uma usurária sem entranhas. Além disso, invejosa. Como não soubesse cantar, tinha ódio à cigarra por vê-la querida de todos os seres..

_ que fazia voce durante o bom tempo?

_ Eu... eu cantava! ...

_ Cantava? Pois dance agora, vagabunda ! _ e fechou-lhe a porta no nariz.

Resultado: a cigarra alí morreu entanguidinha; e quando voltou a primavera o mundo apresentava um aspecto mais triste. É que faltava na música do mundo o som estridente daquela cigarra, morta por causa da avareza da formiga. Mas se a usurária morresse, quem daria pela falta dela?

 

“Os artistas – poetas, pintores, músicos – são as cigarras da humanidade.”

 

_ Esta fábula está errada! – gritou Narizinho. – Vovó nos leu aquele livro do Masterlinck sobre a vida das formigas e lá a gente vê que as formigas são os únicos insetos caridosos que existem; formiga má como essa, nunca houve..

Dona Benta explicou que as fábulas não eram lições de História Natural, mas de Moral.

_ E tanto é assim – disse ela – que nas fábulas os animais falam e na realidade eles não falam.

_ Isso não! – protestou Emília. – Não há animalzinho, bicho, formiga ou pulga que não fale. Nós é que não entendemos as linguinhas deles.

Dona Benta aceitou a objeção e disse:

_ Sim, mas nas fábulas os animais falam a nossa língua, e na realidade só falam as linguinhas deles. Está satisfeita?

_ Agora sim! – disse Emília muito ganjenta com o triunfo. – Conte outra.

 

(Monteiro Lobato)

Escrito por Markus às 01h26 AM
[ ] [ envie esta mensagem ]

A cigarra e as formigas 3

CONTRAFÁBULA DA CIGARRA E DA FORMIGA

 

A formiga passava a vida naquela formigação, aumentando o rendimento da sua “capita” e dizendo que estava contribuindo para o crescimento do produto nacional bruto. Na trabalheira do investimento, sempre consultando as cotações da bolsa, vendendo na alta, comprando na baixa, sempre alerta aos rateios e às subscrições. Fechava contratos em Londres já com um pé no Boeing para Frankfurt ou Genebra, para verificar os dividendos de suas contas numeradas.

Mas vivia também roendo-se por dentro ao ver a cigarra, com quem estudara no ginásio, metida em shows e boates, sempre acompanhada de clientes libidinosos do Mercado Comum.

E vivia a formiga a dizer por dentro:

_ Ah, ah! No inverno, voce há de aparecer por aqui a mendigar o que não poupou no verão! E vai cair dura com a resposta que tenho preparada para voce!

Ruminando sua terrível vingança, voltava a formiga a tesourar e entesourar investimentos e lucros, incutindo nos filhos hábitos da poupança, consultando advogados e tomando vasodilatadores.

Um dia, quando voltava de um almoço no La Tambouille com os japoneses da informática, encontrou a cigarra no Shopping Iguatemi, cantarolando como de costume.

“Lá vem ela dar sua facada!” – pensou a formiga. “Ah, ah, chegou a minha vez!”

Mas a formiga aproximou-se só querendo saber como estava ela e como estavam todos no formigueiro.

A formiga, remordida, preparando o terreno para a sua vingança, comentou:

_ A senhora andou cantando na TV todo este verão, não foi dona Cigarra?

_ É claro – disse a cigarra. – Tenho um programa semanal.

_ agora no inverno é que vai ser mau... – continuou a formiga, com toda a maldade na voz. – A senhora não depositou nada no banco, não é?

_ Não faz mal. Os meus discos não saem das paradas. E acabei de fechar um contrato com o Olympia de Paris por duzentos mil dólares...

_ O que?! – exclamou a formiga. – A senhora vai ganhar duzentos mil dólares no inverno?

_ Não. Não é só em paris. Depois tenho a excursão a nova York, depois Londres, depois Amsterdan...

Aí a formiga pensou no seu trabalho, nas suas azias, na sua vida terrivelmente cansativa e nas suas ameaças de enfarte, enquanto aquela inútil cigarra ganhava tanto cantando e se divertindo! E perguntou:

_ Quando a senhora embarca para Paris?

_ Na semana que vem...

_ E pode me fazer um favor? Quando chegar a Paris, procure um tal de La Fontaine e diga-lhe que eu quero que ele vá para o raio que o parta!

 (Adaptação de Pedro Bandeira de texto do escritor português Antonio A.  Baptista)

Escrito por Markus às 01h25 AM
[ ] [ envie esta mensagem ]

Terça-feira , 15 de Março de 2005


Você é supersticioso?

 7 Coisas que você não sabia sobre o número 13

1. Segundo a numerologia, o 13 representa transformação, mudança - mesmo significado da carta 13 do tarô, a Morte. A cabala, tradição esotérica do judaísmo, considera o número super positivo. Ele representa a soma das letras em hebraico da palavra amor, Ahava.

2. Nem sempre um dia 13 contém a "energia" desse número, é preciso somar as energias do ano e do mês. O de hoje, por exemplo: 2005 (2 + 5 = 7, energia do ano) + 3 (energia do mês de março) que é igual a 10 (1 + 0 = 1). Soma-se esse número 1 ao dia 13, que vai dar 14. De acordo com a numeróloga Aparecida Libertado, a energia do número 14 ou 5 (resultado de 1+4) é de "energia incontrolada, surpresas nem sempre agradáveis."

3. Há muitas versões sobre a origem da má sorte associada ao 13. Uma delas provém de uma história escandinava pagã: o deus do Fogo, Loki, depois de ficar de fora de uma ceia que reuniria 12 deuses, provocou a morte do deus Sol, o deus dos deuses. Como ele seria o 13º convidado, o número ficou relacionado à tragédia.

4. Outro acontecimento negativo, já na Era Cristã, teria reforçado essa idéia: na última ceia, havia 13 pessoas e uma delas foi morta. Há quem não sente em mesas com 13 pessoas, como fazia Napoleão Bonaparte, por acreditar que algo de nefasto irá acontecer com uma delas.

5. A Apollo 13 foi lançada às 13h13 do dia 11 de abril de 1970. A explosão num dos tanques de oxigênio, que obrigou a missão a ser abortada, aconteceu no dia 13.

6. Existem 13 meses lunares em um ano de 365 dias. Entre os povos antigos, o 13º dia do ciclo lunar (que corresponde a 28 dias contando a partir do primeiro dia da lua Nova), era considerado propício a bruxarias e malefícios.

7. O nome científico para quem tem medo de sexta-feira 13 é triscaidecafobia. O termo surgiu em 1911 a partir da junção das palavras triskaideka (treze) e phobos (medo).

Fonte: Revista da Folha dia 13 de Março

ps. não se esqueça do bom e velho pensamento positivo antes de sair de casa!

 

Escrito por Markus às 07h36 AM
[ ] [ envie esta mensagem ]

Domingo , 13 de Março de 2005


A GENTE NASCE E MORRE SO. E TALVEZ POR ISSO MESMO EH QUE SE PRECISA TANTO DE VIVER ACOMPANHADO.\"RAQUEL DE QUEIROZ\"

Escrito por Markus às 08h38 AM
[ ] [ envie esta mensagem ]

Perfil



Meu perfil
BRASIL, Sudeste, CAMPINAS, BOTAFOGO, Homem, de 26 a 35 anos, English, Spanish, Informática e Internet, Cinema e vídeo, Observador do ser humano
MSN -